Morre devagar quem não se ama a si mesmo, quem não olha em seu redor, quem não ajuda o seu semelhante, quem insiste em se isolar.
Morre devagar quem destrói ou permite que lhe destruam o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar, quem se transforma em escravo da rotina, repetindo todos os dias os mesmos gestos e percursos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou a conversar com quem não conhece.
Morre devagar quem evita uma paixão com medo de sofrer, quem prefere o negro ao vermelho e os pontos nos "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, das que trazem o brilho aos olhos, mudam os bocejos em sorrisos e põem os corações a bater descompassados.
Morre devagar quem não reage quando está infeliz com o seu trabalho, com o amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre devagar, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante... Morre devagar, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando questionado sobre algo que sabe.
Evitemos essa morte lenta, recordando sempre que viver exige um esforço muito maior que o simples acto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos tudo o que preenche os nossos sonhos.
Ter um filho adolescente é das experiências mais compensadoras e, simultaneamente, mais difíceis porque passamos ao longo da nossa vida. Por vezes podemos ter a tendência de tratá-los como jovens adultos mas, na verdade, não o são. São crianças em transição e as suas necessidades, inclusive as emocionais, são ainda infantis. Precisam de todo o nosso amor e aceitação, de serem cuidados e de saberem que os amamos incondicionalmente.
A passar por esta experiência pela terceira vez, continuo a pensar que o fundamento de uma boa relação com um filho adolescente é este amor incondicional, que permite ultrapassar problemas como ressentimentos, culpa, medo ou insegurança. Outra coisa fundamental é nunca nos esquecermos de que já fomos adolescentes e não tratarmos os nossos filhos como detestávamos que os nossos pais nos tratassem a nós. Não consegui ainda compreender porquê, mas parece que temos sempre uma certa tendência em sofrer de um tipo de estranha amnésia selectiva que nos leva a cometer os mesmos erros que tanto nos irritaram quando passámos por essa fase tão difícil.
Ainda há pouco estávamos aqui os dois, sentados no sofá a ver o programa Ídolos e, ao ouvir os seus comentários divertidos e inteligentes e ao assistir às suas imitações dos concorrentes mais "disparatados", pensava como tenho sorte em ter um filho tão especial e em como nos divertimos juntos. Há uns dias disse-me "Quando eu começar a trabalhar vou comprar-te tudo o que tu quiseres!", enquanto me passava o braço por cima dos ombros numa atitude protectora, e eu senti um orgulho imenso dentro do meu coração, uma emoção impossível de exprimir por palavras.
Ás vezes fico a olhá-lo adormecido, envolvido na paz dos sonhos e sinto claramente e sem sombra de dúvidas que é, tal como os irmãos, parte de mim, a parte mais importante do meu EU. E detenho-me a recordar que ainda há tão pouco tempo, era um menino pequenino, que eu abraçava até se queixar que eu o apertava demais.
Sei que crescerá e isso é tudo o que eu mais desejo, que cresça forte, seguro e feliz! E quero que que voe, que alcance tudo o que mais deseje, que seja um ser humano maravilhoso e, acima de tudo, que conserve sempre o seu coração puro de criança. Mas que isso aconteça bem devagar, pois não estou ainda preparada para deixar o meu "passarinho" sair do ninho...
Há dias negros, há dias pesados, há dias "não", há dias que só desejamos esquecer.
Há dias em que apetece chorar, há dias em que queremos gritar, há dias para nunca mais lembrar.
Há dias tão grandes que mais parecem um mês inteiro e outros que passam tão rápido que até custa a acreditar.
Há dias que, felizmente, passam e ficam lá, no passado. Há dias em que tudo parece correr mal à nossa volta e em que nem sequer entendemos o verdadeiro sentido da vida.
Há dias em que em que perdemos a esperança, há dias em que cruzamos os braços.
Há dias em que só desejamos partir, dias em que não parece que vivemos e sim que sobrevivemos.
Há dias em que queremos hibernar e acordar quando tudo à nossa volta estiver mais colorido. Há alturas assim, em que nada é como deveria ser! A vida seria tão mais fácil se algumas pessoas fossem correctas nas suas atitudes!
Algumas das pequenas coisas que nos fazem felizes...
comer chocolate olhar o céu e ver as nuvens passar plantar uma árvore ficar em silêncio ir ao mercado acordar cedo para ver o sol nascer ver o movimento das pessoas e do mundo à nossa volta parar ficar a ver um filho dormir amar fazer uma caminhada recordar bons momentos pensar em todos os que nos ajudaram na vida contemplar um quadro tomar consciência das coisas boas que existem observar as estrelas viajar petiscar antes de acabar de cozinhar ficar à lareira no inverno ler um bom livro caminhar à noite dormir a sesta sorrir acompanhar uma boa série na tv levar os filhos à escola de manhã andar de bicicleta mergulhar no mar navegar tocar piano sonhar acordado recordar os que amamos e nos amam oferecer um presente visitar alguém com tempo rir cantar no duche abraçar e ser abraçado dar-se a um luxo às vezes descobrir o fundo do mar seguir o coração
Momentos, é mesmo só isso a que a vida se resume. Momentos bons, momentos menos bons, momentos maus, momentos esquecidos, momentos inesquecíveis...
Há alturas em que pensamos que nada nos pode correr pior; há outras em que chegamos a pensar não merecer a felicidade que estamos a viver. Na realidade, todos os momentos são necessários. São os momentos maus que nos possibilitam dar um real valor aos momentos bons, os tais que são inesquecíveis.
Ainda me encontro num processo de aprendizagem desta filosofia de vida, mas a paz que sinto mostra-me que estou no bom caminho: aproveitar tudo o que a vida tem para nos oferecer sem ficarmos a pensar no que poderá acontecer de mau a seguir, atitude que acaba por nos impedir de viver esses momentos em plenitude. O mais acertado parece-me ser viver intensamente cada segundo e, nos momentos menos bons, tentar tirar pelo menos uma lição de vida e não nos deixarmos abater ao mais pequeno contratempo.
Sem dúvida nenhuma, as relações humanas são complexas, mas não podemos ter receio de nos envolvermos, devemos tirar delas tudo o que nos faz felizes e guardar essas memórias, pois são elas que fazem de nós quem somos: seres humanos imperfeitos mas sempre em constante evolução.
E é essa a essência dos sonhos, do que almejamos para a nossa vida, a vontade de querer mais, de lutar para o conseguir sem medo de fechar portas, de mudar de rumo. A capacidade de tornar os nossos sonhos em realidade tem sempre a ver com a intensidade com que acreditamos neles e com as pessoas que nos rodeiam e nos fazem crer em nós mesmos.
Obrigada por me fazeres acreditar que tudo é possível, por me iluminares o caminho quando tudo parece escuro, por teres sempre a palavra certa no momento exacto, por seres o meu Anjo da Guarda. Obrigada por estares sempre presente na minha vida e me dares o prazer de fazer parte da tua!
Sonhar é sair pela janela da liberdade,
Finda-se o Estio e as primeiras folhas vestem-se de tons pastel e vermelhos. As primeiras gotas anunciam a chegada de uma nova estação e o Sol parece entristecido.
A música das folhas que caem marca o compasso da novidade, do sempre-eterno. As árvores preparam o vestido de gala e cobrem-se de novos perfumes, mais serenos que o florido cheiro primaveril.
Por todo o lado a vida, em novas formas, vai-se preparando para o longo sono do Inverno. Sentem-se os aromas da terra húmida. É outonal a vida por estes dias.
Recomeçar. Uma palavra que inspira medo e esperança ao mesmo tempo, num sentimento ambíguo tão típico do ser humano.
Recomeçar significa estar exposto aos mesmos erros e perigos já vividos, poder ser enganado novamente, sofrer decepções e todos os riscos que implicam o fazer um novo trajecto. Se a perspectiva for só por esse ângulo, realmente é de se temer o recomeçar.
Acontece que o medo turva os olhos, restringe horizontes, esconde as oportunidades. Recomeçar é dar uma nova oportunidade à vida, oportunidade de fazer melhor, corrigir erros, aprender, evoluir. Recomeçar é ter uma – ou várias – páginas em branco, esperando que nela escrevamos uma nova história, aquela em que somos os autores e podemos criar cenários e enredos.
Recomeçar como recomeçam as árvores em cada Primavera, vestindo de verdes os ramos queimados pelo frio do Inverno. Recomeçar.
É preciso coragem, força e uma dose de imprudência. Sim, essa imprudência que fez Vasco da Gama atirar-se por mares “nunca dantes navegados” e o primeiro homem pisar a Lua. A imprudência dos amantes que se esquecem do mundo e das convenções em nome do sentimento.
Andar por novos caminhos, conhecer outras gentes, ver novos lugares, encontrar novas formas de ser feliz.
Renascer. Reviver. Reinventar. Recomeçar.
O caminho está à nossa espera.
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