Crie desejos, fantasias e ilusões
Crie exíguas desmedidas emoções
Crie laços bem atados de ternura
Crie espaços despojados de censura
Crie elos que alicerçam a amizade
Em castelos que impeçam a iniquidade
Crie sólidas alianças ao seu redor
Crie esperanças de um mundo melhor
Crie sonhos, risonhos, ridentes
Crie sorrisos, preciosos, pungentes
Crie novas formas de ser ou de estar
Seja para se conhecer ou se reinventar
Crie vínculos afectivos regulares
Crie nós positivos ímpares, sem pares
Não pare! CRIE!
Autor desconhecido
Estou farta! Farta de chuva, farta de humidade, farta de frio, farta de andar com os pés molhados, as calças molhadas, o cabelo sem jeito... estou farta do guarda-chuva, das botas, dos casacos, das camisolas de lã, de me sentir tolhida em cada movimento!
Estou farta de conduzir com más condições atmosféricas, das corridas com os sacos das compras, dos aquecedores, da água a mais... bastaaaaaaaaaaa! Quero sol, sim , pode ser? Pode??
E pronto, já desabafei a minha indignação, já me sinto pronta para mais dois meses e tal de Inverno! (até parece...)
Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes, e a jamais dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Meu Deus, se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permitas que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não acusar os meus adversários com mais severidade do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem-sucedido, nem pelo desespero, quando derrotado. Lembra-me que a experiência de uma queda poderá proporcionar uma visão diferente do mundo.
Ó Deus!
Faz-me sentir que o perdão demonstra força, e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança.
Se me faltar a saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria na minha alma a força da desculpa e do perdão.
Finalmente, Senhor, se eu Te esquecer, rogo que nunca Te esqueças de mim.
P.S. - Recebi por mail esta prece árabe, que achei lindíssima, e que quis partilhar com os meus amigos.
Apesar de serem apenas 18 horas, era já noite e estava escuro como breu. A chuva era intensa e não permitia grande visibilidade, o que dificultava a condução. A velocidade, contrariamente ao que é habitual, ficava-se pelos 40-50 km/h, pois para além das condições atmosféricas, também a estrada, cheia de curvas e irregularidades, não permitia mais. Subitamente, ao chegar ao cimo de uma lomba, uma mancha negra em movimento desloca-se rapidamente na direcção do veículo, que mal teve tempo de se imobilizar antes de ser atingido por... uma manada de vacas negras em debandada!
Não, não se trata de nenhuma cena de filme de terror. Foi mesmo isto que me aconteceu, na segunda-feira, quando retornava a casa, depois de mais um dia cansativo de trabalho. Por mais que eu diga, ninguém consegue imaginar o susto que apanhei, quando duas das vacas não conseguiram evitar o embate e, uma delas, chegou mesmo a colocar as patas em cima do capot, ao mesmo tempo que uns enormes olhos arregalados me fitaram assustadoramente, durantes uns segundos, através do vidro.
No dia seguinte, ao investigar os estragos, verifiquei que até pêlos negros eu tinha colados no carro, além de uma enorme sujidade enlameada, restos de baba dos ditos animais e um grande risco feito pelos cascos.
Só vos digo que, até esse dia, achava as vaquinhas uns animais ternurentos e engraçados, mas agora... nem vê-las!
O Novo Ano chegou, no meio de beijos e abraços, de votos de Bom Ano, de fogo de artifício. O frio foi esquecido pelo calor do coração. Com a sua chegada, formulo os meus desejos para os doze meses que se aproximam, ao mesmo tempo que como as passas da praxe, enquanto o champanhe jorra a rodos por todo o lado.
Agora que o ano começa, traço os meus projectos, os meus objectivos, faço novos planos porque o passado ficou lá atrás e o que correu mal já é cinza. O que importa é o que virá e posso sempre determinar o que quero ou não para a minha vida.
Falsos amigos, não os deixarei entrar! Intrigas e mexericos, dispenso! Utilizar as pessoas como joguetes a meu bel-prazer, para satisfazer os meus caprichos e atingir os meus objectivos, não faz parte da minha maneira de ser!
As boas vibrações, acolho-as! As pessoas maravilhosas que tenho a sorte de fazerem parte da minha vida, adoro-as e agradeço todos os dias a Deus por isso! À minha família, que eu amo, prometo estar sempre lá quando precisem!
Agora, nesta tela que é o ano novo, passo tinta branca, apago tudo o que de mau aconteceu nos últimos doze meses, e deixo-a pronta para começar a pintar a minha nova vida. Escolho as cores que quero utilizar: o verde da esperança e do equilíbrio, o vermelho da paixão e do amor, o azul da calma e da paz de espírito, o amarelo do optimismo, o cor-de-rosa da compaixão e... estou pronta para começar a pintar o meu arco-íris!
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Para todos os meus amigos que passem por aqui, desejo um ano de 2010 maravilhoso, de muito sucesso, e que seja o ano da concretização de todos os vossos sonhos!
1. Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio (pode ser electrónico.....)
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Batido de chocolate (baunilha ou morango).
13. Uma chamada de longa distância.
14. Um banho de espuma.
15...Rir baixinho.
16. Uma boa conversa.
17. A praia.
18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
19. Rir-se de si mesmo.
20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
22. Rir por nenhuma razão especial.
23. Alguém que te diz que és o máximo.
24. Rir de uma anedota que vem à memória.
25. Amigos.
26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo parceiro).
29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
30. Brincar com um cachorrinho.
31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
32. Belos sonhos.
33. Chocolate quente.
34. Fazer-se à estrada com os amigos.
35. Balancear-se num balancé.
36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
38. Ir a um bom concerto.
39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.
40. Ganhar um jogo renhido.
41. Fazer bolachas de chocolate.
42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
43. Passar tempo com amigos íntimos.
44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
45. Andar de mão dada com quem gostamos.
46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas ( boas ou más) nunca mudam.
47. Patinar sem cair.
48. Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
49. Ver o nascer do sol.
50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
Sempre adorei o Natal! Começava muito cedo a elaborar a lista dos presentes que teria que comprar, a ementa dos bolos, doces e outras iguarias a confeccionar, a decorar a casa toda de acordo com o espírito natalício...enfim, uma azáfama que me enchia de felicidade!
Há uns anitos, poucos, comecei a notar que o meu entusiasmo decrescera. A decoração era feita cada vez mais tarde, as prendas adiadas um e outro dia e um certo desejo de que as festas passassem o mais depressa possível, como se de uma visita ao dentista se tratasse.
Este ano, pelas mais diversas razões, o ânimo ainda é menor e, se a fadinha dos desejos me aparecesse à frente, certamente que um dos meus desejos seria adormecer aí por volta do dia 20 de Dezembro e só acordar em 2010. É a mais pura e deprimente das verdades!
As pessoas em redor da mesa têm diminuído ano após ano, e a sua falta faz-se ainda sentir mais nesta época dedicada à família. Crianças pequenas, que tanto animam o Natal, já não há. E então, no meio de um turbilhão de pensamentos melancólicos, vêm-me à ideia outros Natais. Natais da minha infância em que o dinheiro não abundava mas a felicidade...essa, era pura e genuína. Recordo as minhas avós, amassando as azevias (pastéis de grão) pelo serão fora, enquanto o resto da família se reunia em volta da grande lareira, contando histórias e anedotas.
A impaciência para nos deitarmos era exclusiva dessa noite, uma vez que sabíamos bem que o Menino Jesus só apareceria para colocar os nossos presentes, no sapatinho que deixávamos na chaminé, depois de as crianças se deitarem pois, vá-se lá saber porquê, não queria ser visto por nenhuma. Apenas os adultos o podiam ver, como se gabavam na manhã seguinte, enquanto nós desembrulhávamos o que nos tinha calhado em sorte, numa excitação sem igual.
Nesse tempo, ninguém ouvira ainda falar do Pai Natal. O tempo era do Menino... Que saudades, meu Deus, desses e outros Natais!
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