Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Amuletos e talismãs

"Se quiseres, confia na pata do coelho: mas lembra-te de que ela não deu sorte nem sequer ao coelho."

 

R. E. Shay

 

Desde a Antiguidade que o Homem tenta afastar a má sorte utilizando amuletos e talismãs. À primeira vista dir-se-ia que entre uns e outros não existem diferenças mas na realidade não é bem assim. A diferença entre um amuleto e um talismã é que o primeiro protege das más influências e o segundo destina-se a atrair a boa sorte.

A nossa procura pela felicidade é uma constante e, cientes de que não conseguimos traçar o nosso destino em todas as suas variáveis, tentamos de alguma forma sentir-nos seguros, como se protegidos por algo mágico.

Vivemos numa procura constante e, nesta busca, apesar de muitos se mostrarem incrédulos e alguns até o ridicularizarem, o certo é que cada um de nós, no seu pensamento mais secreto tem a esperança e a crença em algo que de certa forma tentamos materializar, seja numa pedra, numa medalha, numa imagem ou em qualquer outro objecto.

O uso de amuletos é universal em quase todas as culturas, sendo familiar aos europeus e americanos mais modernos sob a forma do pé de coelho para dar boa sorte, dos trevos de quatro folhas, das ferraduras, dos anéis com a pedra do signo e das moedas de boa sorte.
Há até quem chegue a ter uma "roupa da sorte" que usa repetidamente em situações em que pensa precisar de ser bafejado pela dita. Outros têm rituais que utilizam em determinadas situações.

Quando a vida está do nosso lado, achamos que é mero acaso. Será mesmo? Ir pela fila mais rápida na portagem pode parecer uma feliz coincidência, entretanto é mais provável que tenhamos observado as filas e evitado as mais lentas. O mesmo se dá quando encontramos uma vaga no estacionamento do supermercado que parece cheio. Será que, ao avistarmos alguém caminhando e tirando as chaves do bolso, não reduzimos a velocidade?
Tais experiências fazem com que nos sintamos bem, mas apenas por um breve momento. Queremos um tipo de sorte mais permanente - um bom emprego, um companheiro, amigos sinceros, vida confortável, paz de espírito. Mas, para criar tal sorte, é preciso desenvolver uma "estrela", uma combinação de atitude e comportamento capaz de atrair oportunidades.
Pessoas que parecem ter sorte são queridas porque têm autoconfiança e auto-estima elevadas, e são felizes. Parece que somos atraídos por elas porque seu estado de espírito nos influencia. Tendemos a desenvolver um pouco das características das pessoas bem-sucedidas.
Se mentalizarmos a sorte, a probabilidade da nossa estrela brilhar será maior. Mas a quantidade de "pó de perlimpimpim " a cair sobre nós também vai depender da nossa capacidade de desenvolver uma personalidade afortunada.


publicado por daplanicie às 10:05

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