Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

TODOS EM GREVE

Meio milhão de funcionários públicos poderão parar hoje devido à greve convocada conjuntamente pelas três estruturas sindicais do sector, segundo as estimativas destas. A paralisação também dificultará a vida dos trabalhadores do sector privado: deixar os filhos nas escolas públicas será missão quase impossível e quem precisar de tratar de assuntos nas Finanças ou tribunais é melhor esperar por segunda-feira. As consultas médicas também serão adiadas.

 

CAUSAS

SALÁRIOS

Uma das principais causas desta greve é o facto de o Governo ter proposto um aumento de 2,1 por cento nos salários dos trabalhadores da Função Pública e se ter recusado a rever esse valor. Para os sindicatos, estes 2,1 por cento não trarão um aumento do poder de compra dos funcionários, como prometeu o primeiro-ministro.

REFORMAS

As restantes reformas anunciadas pelo Governo para a Administração Pública são outra causa para a greve. Os funcionários estão contra o novo regime de vínculos, carreiras e remunerações e temem que a mobilidade especial os mande para casa com redução substancial do ordenado, sem que os critérios de avaliação estejam totalmente esclarecidos.

SAIBA TUDO SOBRE A GREVE

PRÉ-AVISO

Os avisos prévios de greve apresentados pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública/CGTP, Frente Sindical da Administração Pública (FESAP/UGT) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE/UGT) abrangem toda a Função Pública, administração central e local. Também o Sindicato Independente dos Médicos apresentou aviso prévio de greve.

O QUE PODE ESTAR FECHADO

Todos os serviços dos ministérios e das câmaras municipais, nomeadamente hospitais, funcionários dos tribunais que não, obviamente, os juízes que não fazem greve, escolas, serviços de finanças, contribuições e impostos, Segurança Social, Arquivo de Identificação, Direcção-Geral de Viação e outros atendimentos públicos do Estado; Serviços departamentais das Forças Armadas; Institutos Públicos, Fundos e Serviços Autónomos e serviços personalizados do Estado; Caixas de Previdência, Serviços Sociais Universitários; Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; Centros de Formação Profissional de Gestão Participada.

SERVIÇOS MÍNIMOS

Os serviços mínimos correspondem genericamente por lei aos serviços prestados nos períodos de interrupção ou de encerramento.

Quando se trata de serviços ininterruptos 24 horas por dia nos sete dias da semana segue-se indicativamente o funcionamento aos domingos, no turno da noite em período de férias, sendo que serão obrigatoriamente assegurados os tratamentos de quimiterapia e hemodiálise já anteriormente iniciados;

Nos tribunais, onde obviamente os juízes e magistrados não fazem greve, garantem-se todos os serviços em que estejam em causa liberdades, direitos e garantias. Por decisão do tribunal Administrativo haverá dois funcionários (um da carreira judicial e outro do Ministério Público) por tribunal de Comarca, bem como nos TIC, DIAP, Menores e Pequena Instância

Fonte: Correio da Manhã

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publicado por daplanicie às 08:35

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4 comentários:
De guiga a 30 de Novembro de 2007 às 16:00
Já riu com os números de adesão à greve lançados pelo governo? É de rir a disparidade!
Um óptimo fim-de-semana!
*.*
De Estupefacta a 30 de Novembro de 2007 às 19:10
Eu também fiz greve. Vamos consegui um aumento enorme de 2,1%. O senhor Sócrates está mesmo generoso.

20% ou 80%????!!!! Pelo que constou e pude ver está mais nos 80%.

Um grande beijinho
De Pedro de Sousa a 1 de Dezembro de 2007 às 11:20
Ola

80% dos presentes, i.e. de todos os funcionários que deveriam estar

20% do total, pois o governo nao considera que quem está de férias, folga, licenças, saída de trabalho nocturno, etc tenha feito greve

De qualquer dos modos que isso interessa? Um fabuloso matemático disse um dia numa conferencia
"a Estatistica é a arte de torcer os numeros até eles deitarem ca para fora aquilo que pretendemos"

Palavras para que?

Beijinhos
De Pedro de Sousa a 1 de Dezembro de 2007 às 11:21
Ola

80% dos presentes, i.e. de todos os funcionários que deveriam estar

20% do total, pois o governo nao considera que quem está de férias, folga, licenças, saída de trabalho nocturno, etc tenha feito greve

De qualquer dos modos que isso interessa? Um fabuloso matemático disse um dia numa conferencia
"a Estatistica é a arte de torcer os numeros até eles deitarem ca para fora aquilo que pretendemos"

Palavras para que?

Beijinhos

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