Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Índios alvo de perseguição

«Temos a convicção de que Portugal nos pode apoiar bastante porque conhece muito bem a nossa realidade. Esperamos a solidariedade da população, das instituições e do Governo português para a nossa causa. É por isso que instamos Portugal a que ratifique a Convenção 169 da OIT sob Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes [que se debruça sobre a interrelação entre os povos indígenas e a sua terra, recursos naturais e oportunidades de desenvolvimento] para que outros povos nativos possam solicitar apoio».

 

 

 

Foram estas as palavras da delegada indígena Perlangela Cunha, da tribo Wapixana, do Brasil, à sua chegada a Portugal. Esta delegação que se deslocou ao nosso país, pretende com esta visita alertar o mundo para o que se passa com as tribos indígenas que lutam permanentemente pelo direito de permanecer numa terra que era, originalmente, sua e que os grandes fazendeiros ocuparam e se recusam a deixar. Assim, vieram  divulgar a sua campanha "Nossa Terra, Nossa Mãe", que se destina a denunciar as inúmeras violaçãoes e crimes de que são alvo os povos na reserva Raposa Serra do Sol, no Norte do Brasil.

Os índios manifestam-se contra os actos de violência cometidos contra o seu povo, no intuito de os convencer a abandonar as suas terras e encontra-se a percorrer a Europa tentando encontrar apoio na sua luta, que se afigura difícil, uma vez que os opositores são pessoas com influência junto do governo devido às suas posses. É mais um exemplo do que pode o dinheiro em detrimento da justiça!

 

 

publicado por daplanicie às 15:16

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1 comentário:
De Tretoso_Mor a 10 de Julho de 2008 às 15:54
Olá,

Concordo com este apoio.

Mas agora vou chalacear sobre este tema.
Não sei é como é que Portugal tem autoridade moral para o assinar, quando fomos nós que encetámos estas TRETAS.

Bom, agora acho que em Portugal devemos também propor uma petição, mas em sentido inverso.
Para que os nossos governantes não votem ao abandono os “indígenas” da Beira Interior e do Alentejo.

As Auto estradas estão construídas, mas elas não levam os transeuntes a entrar nas localidades, afastam-nos.
Se não há visitas nessas terras, então não há necessidade de investir (lembremo-nos dos últimos grandes investimentos feitos neste país, não foram por nossa causa, mas por causa dos que nos iriam visitar). Se não se investe, quem lá vive vai abandonando a terra.

Torna-se uma espiral, até que não fica lá ninguém.

Por isso lutemos também pelos “nossos indígenas”.

Tretices para a Planície

Tretoso Mor

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