Ter um filho adolescente é das experiências mais compensadoras e, simultaneamente, mais difíceis porque passamos ao longo da nossa vida. Por vezes podemos ter a tendência de tratá-los como jovens adultos mas, na verdade, não o são. São crianças em transição e as suas necessidades, inclusive as emocionais, são ainda infantis. Precisam de todo o nosso amor e aceitação, de serem cuidados e de saberem que os amamos incondicionalmente.
A passar por esta experiência pela terceira vez, continuo a pensar que o fundamento de uma boa relação com um filho adolescente é este amor incondicional, que permite ultrapassar problemas como ressentimentos, culpa, medo ou insegurança. Outra coisa fundamental é nunca nos esquecermos de que já fomos adolescentes e não tratarmos os nossos filhos como detestávamos que os nossos pais nos tratassem a nós. Não consegui ainda compreender porquê, mas parece que temos sempre uma certa tendência em sofrer de um tipo de estranha amnésia selectiva que nos leva a cometer os mesmos erros que tanto nos irritaram quando passámos por essa fase tão difícil.
Ainda há pouco estávamos aqui os dois, sentados no sofá a ver o programa Ídolos e, ao ouvir os seus comentários divertidos e inteligentes e ao assistir às suas imitações dos concorrentes mais "disparatados", pensava como tenho sorte em ter um filho tão especial e em como nos divertimos juntos. Há uns dias disse-me "Quando eu começar a trabalhar vou comprar-te tudo o que tu quiseres!", enquanto me passava o braço por cima dos ombros numa atitude protectora, e eu senti um orgulho imenso dentro do meu coração, uma emoção impossível de exprimir por palavras.
Ás vezes fico a olhá-lo adormecido, envolvido na paz dos sonhos e sinto claramente e sem sombra de dúvidas que é, tal como os irmãos, parte de mim, a parte mais importante do meu EU. E detenho-me a recordar que ainda há tão pouco tempo, era um menino pequenino, que eu abraçava até se queixar que eu o apertava demais.
Sei que crescerá e isso é tudo o que eu mais desejo, que cresça forte, seguro e feliz! E quero que que voe, que alcance tudo o que mais deseje, que seja um ser humano maravilhoso e, acima de tudo, que conserve sempre o seu coração puro de criança. Mas que isso aconteça bem devagar, pois não estou ainda preparada para deixar o meu "passarinho" sair do ninho...
Olá. . .
Acho sinceramente tem toda a razão para estar a sentir toda essa nostalgia , mas é normal, todas as mães são assim, inclusive a minha.
E acredite que nem sempre os filhos gostam disso. . .
Pense que o que está a sentir, já os seus pais sentiram quando deu o primeiro beijo (se é que souberam) quando arranjou o primeiro namorado e quando decidiu casar. A vida é um ciclo de altos e baixos que vão sendo ultrapassados por momentos de maior alegria.
Beijos (passe pelo nosso blog)
Obrigada pela visita e comentário, é sempre bom perceber o ponto de vista de quem está mais próximo dessa fase. :-)
Quanto a mim, é mesmo isso que sempre tento fazer, superar os moentos menos bons com pensamento positivo.
Beijinhos
De
Marta M a 14 de Novembro de 2009 às 23:49
Boa noite:
Tenho lido os seus textos e apreciado bastante este seu blog, aonde cheguei linkando por referência de amigas comuns.
Gosto da sua escrita e, particularmente este seu post toca-me numa corda muito sensível.
A adolescência dos meus filhos com 2,3 anos de diferença, foi um tempo difícil e quase diria, algumas vezes cruel e, para o qual , confesso , não estava minimamente preparada. Nem adivinhava.
Se hoje consigo colocar alguma contenção e distância neste testemunho é porque este tempo já está a ficar no passado e, acredito, está de partida.
Segui todo o manual conhecido, procurei conversar, não impor, orientar mais do que mandar ou até sugerir...E mesmo assim, passei todas as fases.
Mais as más que as boas.
Não foi nada de anormal, ou sequer entrarem (nem de longe!) por caminhos mais problemáticos...Mas eu estava convencida que, se seguisse todos as indicações e os amasse (como refere) incondicionalmente estaria a salvo dos mau humor, das respostas tortas, da impaciência, do afastamento imposto.
Parece que não...Tive a minha conta, se não pelas razões habituais, por outras que os filhos são peritos em desencantar.
É a vida.
Espero que não se importe de ter ocupado o seu espaço com o meu testemunho, mas este assunto liberta em mim torrentes de recordações e algumas delas ainda doem.
Até qualquer dia
Fiquei muito sensibilizada com o seu comentário, que desde já agradeço de todo o coração. Também eu passei há uns bons aninhos pela adolescência simultânea dos meus filhos mais velhos, também com 2 anos de diferença e, realmente há momentos bastante conturbados. Mas, no geral, foi uma fase interessante em que nos ficámos a conhecer melhor. Com a minha filha tive sempre uma relação óptima, bastante aberta, em que falávamos de tudo e, francamente, quase nem dei pela adolescência passar. Com o meu filho, nem tanto pois ele, devido à sua maneira de ser mais introvertida, isolava-se e tive mais dificuldade em conseguir chegar-lhe. O mais difícil foi mesmo a relação entre eles.
Agora, a passar novamente pela aventura de educar um filho adolescente, tem sido uma experiência enriquecedora. Acho que tenho conseguido evitar um pouco os acessos de mau humor e a revolta, entendemo-nos muito bem e só espero que seja para continuar... 
Espero encontrá-la por cá novamente!
Beijinho
Que lindo texto, vê-se que vem directamente do coração de uma mãe muito orgulhosa do seu filho. Que tudo aconteça segundo os seus desejos! :)
Bjns
Muito obrigada pelas suas palavras tão simpáticas e pelas visitas que me vai fazendo.
Beijinhos
Tocou-me muito este teu post. Tenho dois filhos adolescentes que têm sido as grandes âncoras da minha existência (não tenho pais, nem irmãos, nem família mais chegada). Sempre senti que os meus filhos não eram "meus". A felicidade deles, sim, é que é a minha. O seu sofrimento também, só desejando que a sua alegria de voar ultrapasse todos os obstáculos. Um abraço grande e que o "teu passarinho" conserve o seu coração puro de criança e voe devagarinho.
Adorei o teu comentário! Muito obrigada pela tua visita, gostei muito do que disseste sobre os teus filhos.
Beijinhos
Olá!
Tão bom que é ver uma Mãe tão orgulhosa do seu rebento e, optimo também ainda é haver reciprocidade nessa matéria, tendo o filho também muito orgulho na Mãe que tem!
Que continuem sempre com esse terna e carinhosa relação!
Um beijinho :)
Muito obrigada pelas suas palavras tão simpáticas, minha amiga! Volte sempre!
Beijinhos
De
guiga a 17 de Novembro de 2009 às 15:20
Olá!!!
Voltei!!!!! :D
Tudo isso acontece porque tu deves ser uma super-mamã! :)
Bjs *.*
Ora que sejas muito bem-vinda, querida amiga! Já fui espreitar as novidades e já vi que são maravilhosas! Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário doce como tu.
Beijinhos
De Sindarin a 18 de Novembro de 2009 às 19:09
Olá amiga! este post é um dos mais bonitos k li uktimamente é isto amar incondicionalmente um filho. Obrigada por tê-lo escrito e obrigada pelo seu carinho tb. Um beijinho
Fiquei muito feliz com o seu comentário, vindo de quem vem tem grande importância a sua opinião. Muito obrigada, de coração!
Beijinho e...volte sempre!
De
sandra a 18 de Novembro de 2009 às 22:15
Ola
Acho que os pais nunca estarao... por muito que passe o tempo. hi
beijinhos
Tens razão, nós pais continuamos a ver os filhos sempre crianças não importa a idade que tenham. O instinto de protecção e o amor continuam sempre iguais!
Beijinho
De
libel a 19 de Novembro de 2009 às 10:07
Olá Planicie, como são reconfortantes aqueles poucos momentos juntos a ver o Ídolos ou outro programa qualquer em que nos divertimos juntos, em que sorrimos uns para os outros, em que nos completamos, em que sentimos que somos uma família e que estamos ali para o que der e vier. É claro que na adolescência existem situações problemáticas, medos, receios, não estamos preparados para tanta novidade e tanta facilidade, mas a pouco e pouco e interessadas que somos, vamos aprendendo todos os códigos e a construção para um entendimento parte principalmente desse ponto que focaste, não fazer aos filhos aquilo que não gostavamos que nos fizessem a nós, pois a experiência já temos, agora é só contornar de modo a facilitar a vida de todos. E a dos nossos filhos estará sempre em primeiro lugar. É bom vê-los crescer, mas custa muito vê-los começar a voar.
Os nossos olhos brilham e lançam faíscas de felicidade, pois é só isso que desejamos para eles.
Gostei muito de passar por aqui!..Beijokas
p.s. (bolas...três....eu tenho dois e upa..upa...)..és uma mulher de coragem...Parabéns.
Um comentário lindíssimo e cheio de "coração de mãe"! Muito obrigada por partilhá-lo comigo. :-)
Beijinhos
De Sindarin a 19 de Novembro de 2009 às 14:07
Olá minha amiga. Gostava de lhe propor uma coisa se fosse do seu agrado. como já deve ter visto, temos um blog de Natal onde eu escrevo com mais cinco mulheres, mas falta-noa alguém do sul. Se a amiga quisesse, explicar-nos e participar connosco, como são as tradições do alentejo e sul do país, no caso de ser desses lados, como parece, ia ficar muito contente de a ter connosco. Poderia escrever sobre tradições, doces, poemas, orações, lendas, canções o k achar de interesse sobere a sua localidade, tudo referente ao Natal. Nós reunimo-nos a meu pedido e temos estado muito unidas em volta deste projecto, sem rivalidade ou outro tipo de sentimento k não seja a aprtilha, a amizade e o sonho de ajudar-mos alguém com o livro k escrevi. Se a Luz quiser, como gosto do k escreve, se vir que é capaz e se tem tempo para nos acompanhar, não quer dizer k seja obrigatório postar todos os dias mas ir fazendo, adorava tê-la connosco. Diga-me alguma coisa sim, para lhe mandar o convite se quiser e vir que é realmente possível. Um grande beijinho desculpe a ousadia uma vez k nos conhecemos há pouco.
Sinto-me muito honrada com o seu convite, que agradeço e aceito de boa vontade. Não prometo escrever com muita regularidade porque a disponibilidade não é muita mas farei o que puder. :-)
Beijinho
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