Sábado, 14 de Novembro de 2009

Filho querido

Ter um filho  adolescente é das experiências mais compensadoras e, simultaneamente, mais difíceis porque passamos ao longo da nossa vida. Por vezes podemos ter a tendência de tratá-los como jovens adultos mas, na verdade, não o são. São crianças em transição e as suas necessidades, inclusive as emocionais, são ainda infantis. Precisam de todo o nosso amor e aceitação, de serem cuidados e de saberem que os amamos incondicionalmente.

A passar por esta experiência pela terceira vez, continuo a pensar que o fundamento de uma boa relação com um filho adolescente é este amor incondicional, que permite ultrapassar problemas como ressentimentos, culpa, medo ou insegurança. Outra coisa fundamental é nunca nos esquecermos de que já fomos adolescentes e não tratarmos os nossos filhos como detestávamos que os nossos pais nos tratassem a nós. Não consegui ainda compreender porquê, mas parece que temos sempre uma certa tendência em sofrer de um tipo de estranha amnésia selectiva que nos leva a cometer os mesmos erros que tanto nos irritaram quando passámos por essa fase tão difícil.

Ainda há pouco estávamos aqui os dois, sentados no sofá a ver o programa Ídolos e, ao ouvir os seus comentários divertidos e inteligentes e ao assistir às suas imitações dos concorrentes mais "disparatados", pensava como tenho sorte em ter um filho tão especial e em como nos divertimos juntos. Há uns dias disse-me "Quando eu começar a trabalhar vou comprar-te tudo o que tu quiseres!", enquanto me passava o braço por cima dos ombros numa atitude protectora,  e eu senti um orgulho imenso dentro do meu coração, uma emoção impossível de exprimir por palavras.

Ás vezes fico a olhá-lo adormecido, envolvido na paz dos sonhos e sinto claramente e sem sombra de dúvidas que é, tal como os irmãos, parte de mim, a parte mais importante do meu EU. E detenho-me a recordar que ainda há tão pouco tempo, era um menino pequenino, que eu abraçava até se queixar que eu o apertava demais.

Sei que crescerá e isso é tudo o que eu mais desejo, que cresça forte, seguro e feliz! E quero que que voe, que alcance tudo o que mais deseje, que seja um ser humano maravilhoso e, acima de tudo, que conserve sempre o seu coração puro de criança. Mas que isso aconteça bem devagar, pois não estou ainda preparada para deixar o meu "passarinho" sair do ninho...

publicado por daplanicie às 21:29

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