Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Idade do armário

Recordo-me como se fosse ontem a excitação imensa que se apoderava de mim e do meu irmão quando o meu pai decidia qual era o dia em que iríamos de férias. A partir daí e até à data marcada eu rezava para que o tempo corresse bem rápido tal era a ânsia da partida. A minha mãe, com a sua organização habitual, fazia listas infindas de tudo o que era necessário levar e, quando chegava o grande dia ( melhor dizendo...a grande madrugada porque para o meu pai, viagens boas são as que se fazem saindo de casa às cinco da mnhã), depois de uma noite em que mal pregávamos olho, lá se metia a tralha toda no carro (tralha essa que mais parecia uma mudança de casa do que umas simples férias de 15 diazitos) e lá partíamos cheios de alegria.

Desde que saíamos até que chegávamos aborrecíamos o meu pai até ao máximo que ele podia suportar, perguntando constantemente quanto tempo faltava para chegarmos.

E porquê este post saudosista? Porque há pouco, ao dizer ao meu filho mais novo (o único que ainda nos acompanha) que íamos passar o fim de semana ao Porto, o rapazinho reagiu como se eu lhe tivesse dito que o ia mandar para um colégio interno na Suiça, tal foi o rol de reclamações e lamúrias que tive que aguentar. E os amigos? Como é que ele podia brincar com os amigos se nós insistíamos em que ele nos acompanhasse? Sim, porque ele é perfeitamente capaz de ficar em casa sozinho enquanto nós vamos! Uma pessoa que apenas estivesse a ouvir pensaria que o rapaz tem, no mínimo uns 16 anos. Mas não...tem 12. E é um castigo cada vez que decidimos ir passar nem que seja um fim de semana fora, vá-se lá saber porquê.

É óbvio que eu entendo que ele prefira brincar com os amigos do que sair com os pais mas a verdade é que nós vamos e voltamos e os amigos cá estão prontos para a brincadeira e, muitos deles talvez roídos de inveja dos passeios que ele dá...contrariado.

E vêm-me à ideia as palavras do meu pai, quando assiste a este género de diálogos entre nós e o nosso pré-adolescente. Diz ele, com a sabedoria própria da idade, que o que dantes eram dificuldade demais são agora facilidades exageradas. E parece-me que é mesmo disso que se trata!!

publicado por daplanicie às 16:01

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