Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

A importância dos presentes

Não sei se sou só eu mas, nos últimos anos, passei a pensar saudosamente nos Natais da minha meninice, onde a noite da consoada estava envolvida num aura de sentimentalismo misturado com emoção e ansiedade. Era o tempo em que as prendas eram trazidas pelo Menino Jesus ( e não era aos montões...) e o velhote de vermelho não tinha ainda adquirido o protagonismo que hoje tem.

Não éramos exigentes como o são as crianças de hoje e uma das maiores alegrias da Noite Santa provinha do facto de se reunir a família, coisa que não acontecia com a facilidade com que acontece hoje. Quando nos encontrávamos era uma festa dentro da outra festa!

A falta de grandes recursos económicos trazia ao Natal um outro espírito. Prendas havia poucas e a reunião familiar acabava por ser o mais importante. Hoje em dia, as prendas são as grandes protagonistas.
A vida de outros tempos  não possibilitava um Natal tão farto como nos dias de hoje. Cultivava-se, antes, o espírito natalício na sua essência. A refeição melhorada servida na noite de Natal era, por si só, uma das prendas mais desejada. Isto numa época em que pequenas coisas eram a alegria de crianças cujas famílias viviam com dificuldades.
Actualmente, o Natal é muito diferente. Até para as crianças. O mais importante passou a ser os presentes. O espírito natalícia ainda continua lá. Mas são mais os adultos a cultivá-lo.

 Quanto aos idosos de hoje, crianças de outros tempos, vão-se recordando do tempo antigo. A pobreza era maior, mas a alegria natalícia era vivida de forma mais intensa. Os sentimentos e a união da família tomavam um lugar primordial nesta época festiva. Tanto que as parcas possibilidades económicas não se compactuavam com grandes prendas.
A evolução tem destas coisas e, nos dias de hoje, o consumismo assumiu proporções nunca antes vistas. Apesar das dificuldades que todos apregoam, parece que, nesta época existe uma espécie de loucura colectiva que se apossa das pessoas e é vê-las a comprar sem tino nem destino.

A união familiar continua a marcar o Natal, mas as prendas têm de lá estar. Os mais pequenos são os mais entusiastas, não dispensando aquele brinquedo novo que passa vezes sem conta nos anúncios publicitários. É uma forma diferente de se viver esta época fruto da evolução dos tempos e das mentalidades. Apesar de ter um espírito diferente, o Natal continua a ser um momento mágico envolvendo de espírito fraterno as famílias portuguesas.

tags:
publicado por daplanicie às 17:02

link do post | favorito
Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Emocionalmente Saudável

. Ano Novo, Vida Velha

. Esperar

. Aos meus amigos

. O valioso tempo dos madur...

. Filhos

. Sinto-me...

. Hoje

. Tirar o "S" da CRISE

. Chuva...chuva...chuva

.arquivos

. Janeiro 2014

. Julho 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds