Não sei se sou só eu mas, nos últimos anos, passei a pensar saudosamente nos Natais da minha meninice, onde a noite da consoada estava envolvida num aura de sentimentalismo misturado com emoção e ansiedade. Era o tempo em que as prendas eram trazidas pelo Menino Jesus ( e não era aos montões...) e o velhote de vermelho não tinha ainda adquirido o protagonismo que hoje tem.
Não éramos exigentes como o são as crianças de hoje e uma das maiores alegrias da Noite Santa provinha do facto de se reunir a família, coisa que não acontecia com a facilidade com que acontece hoje. Quando nos encontrávamos era uma festa dentro da outra festa!
A falta de grandes recursos económicos trazia ao Natal um outro espírito. Prendas havia poucas e a reunião familiar acabava por ser o mais importante. Hoje em dia, as prendas são as grandes protagonistas.
A vida de outros tempos não possibilitava um Natal tão farto como nos dias de hoje. Cultivava-se, antes, o espírito natalício na sua essência. A refeição melhorada servida na noite de Natal era, por si só, uma das prendas mais desejada. Isto numa época em que pequenas coisas eram a alegria de crianças cujas famílias viviam com dificuldades.
Actualmente, o Natal é muito diferente. Até para as crianças. O mais importante passou a ser os presentes. O espírito natalícia ainda continua lá. Mas são mais os adultos a cultivá-lo.
Quanto aos idosos de hoje, crianças de outros tempos, vão-se recordando do tempo antigo. A pobreza era maior, mas a alegria natalícia era vivida de forma mais intensa. Os sentimentos e a união da família tomavam um lugar primordial nesta época festiva. Tanto que as parcas possibilidades económicas não se compactuavam com grandes prendas.
A evolução tem destas coisas e, nos dias de hoje, o consumismo assumiu proporções nunca antes vistas. Apesar das dificuldades que todos apregoam, parece que, nesta época existe uma espécie de loucura colectiva que se apossa das pessoas e é vê-las a comprar sem tino nem destino.
A união familiar continua a marcar o Natal, mas as prendas têm de lá estar. Os mais pequenos são os mais entusiastas, não dispensando aquele brinquedo novo que passa vezes sem conta nos anúncios publicitários. É uma forma diferente de se viver esta época fruto da evolução dos tempos e das mentalidades. Apesar de ter um espírito diferente, o Natal continua a ser um momento mágico envolvendo de espírito fraterno as famílias portuguesas.
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