Não sei explicar o porquê mas, para muitas pessoas, a palavra "amo-te" é difícil de pronunciar. Parece que está em desuso, fora de moda, desactualizada ou temem parecer lamechas/pirosas.
Parece que já não vivemos na época do amor, passamos pela era do adoro-te, do gosto-te, do quero-te. Amor tornou-se cliché. Escreve-se sobre o amor com muito mais frequência, mas confundem-no com paixão.
Oh, saudades dos lenços de namorados, das cartas de amor da época em que não havia sms ou mails e, no entretanto, tudo se perdeu. Dizer hoje que te amo é invocar uma marca comercial com direitos de autor e o amor tornou-se banal. Dizem que «amo-te» não lhes soa bem, que o português não tem música, que não ressoam sininhos.
Proliferam «I love you » e «Je t’aime » sob o mote da caça à musicalidade do amor. E a Língua Portuguesa tem afinal tanto som, tanto paleio, cujo «amo-te» torna-se belamente pronunciado, requerendo movimentos de lábios fortemente entrincheirados e ouve-se então a intensidade do amor, palavra saboreada em português. O amor não precisa que inventem novas palavras, novos pseudónimos, nem que soe a notas musicais. O amor está cansado de ser a emoção cliché. Amar precisa de ser invocado, de ser sentido, de ser entoado com a alma e soar a um «amo-te» tão querido, tão intenso, tão português.
. Esperar
. O valioso tempo dos madur...
. Filhos
. Hoje
. Humor
. Alentejo
. in-util
. Amigos
. Milena
. Vida
. Caty
. Migas
. rcarlos
. Tibéu
. Princesa
. Raio